Disertação da Srta. Alessandra de Fatima Almeida Assumpção

Compartilhe:

Avaliação das abordagens terapêuticas para agressores sexuais portadores de transtornos parafílicos. A agressão sexual é um fenômeno universal que atinge, indistintamente, pessoas de todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas. A agressão sexual é um problema de saúde e de segurança pública que acarreta numerosos custos e consequências para as vítimas, para os agressores, para os familiares de ambos e para a sociedade como um todo. No presente trabalho, serão avaliadas as opções de abordagens terapêuticas para agressores sexuais portadores de transtornos parafilicos e o tratamento psicoterapêutico para pessoas com dependência sexual. O primeiro estudo é uma revisão sistemática que teve por objetivo revisar os tratamentos psicoterapêuticos em pessoas com dependência sexual. O segundo artigo também se trata de uma revisão sistemática e teve por objetivo revisar as pesquisas mais recentes em tratamento farmacológico para agressores sexuais com transtornos parafílicos. O terceiro artigo, por sua vez, teve como objetivo revisar o estado da arte no tratamento farmacológico de pacientes com parafilias. Os resultados das revisões de literatura sugerem que a combinação das abordagens farmacoterapêutica e psicoterapêutica pode reduzir e, até mesmo eliminar os comportamentos sexuais desviantes em agressores sexuais com transtorno parafílico. Observou-se que tanto o tratamento com os inibidores de seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) quanto os hormônios antiandrogênicos são medicamentos eficazes na diminuição da reincidência de agressores sexuais com transtornos parafílicos. No que diz respeito ao tratamento psicoterapêutico alguns estudos indicam comprovada efetividade com as abordagens Terapia Cognitivo-Comportamental e a Prevenção de Recaídas. De maneira geral, observou-se que os estudos de efetividade sobre as abordagens terapêuticas para agressores sexuais com transtornos parafílicos são insuficientes e que são necessários maiores investimentos em pesquisa, sobretudo em áreas como neurociências e neuroimunologia visto que contribuirão com o desenvolvimento de novos medicamentos mais específicos e com menores efeitos adversos.

Acessar este Link